o negócio é o seguinte: são três da tarde, eu acordei de manhã e só levantei da cama pra fazer xixi.
to achando que vou ser engolida pelo colchão logo mais na sequencia.
Domingo, 12 de Julho de 2009
Sábado, 11 de Julho de 2009
Day after day, love turns grey
Like the skin of a dying man
Night after night, we pretend it's all right
But I have grown older and
You have grown colder and
Nothing is very much fun any more.
And I can feel one of my turns coming on.
I feel cold as razor blade
Tight as a tourniquet
Dry as a funeral drum,
Like the skin of a dying man
Night after night, we pretend it's all right
But I have grown older and
You have grown colder and
Nothing is very much fun any more.
And I can feel one of my turns coming on.
I feel cold as razor blade
Tight as a tourniquet
Dry as a funeral drum,
Terça-feira, 7 de Julho de 2009
fui num chá de panela na semana passada e ganhe uma lembrancinha bem charmosa: uma caixinha branca com alguma coisa verde dentro.
hoje estava com fome e com preguiça de ir lá na cozinha buscar comida. abri a caixinha e cheirei pra ver se era sabonete ou doce. como não consegui identificar, fechei o olho e coloquei tudo na boca.
se era sabonete ou doce, eu ainda não sei. mastiguei tudo e engoli. era gostoso e cheiroso. tomara que eu não acorde vomitando.
hoje estava com fome e com preguiça de ir lá na cozinha buscar comida. abri a caixinha e cheirei pra ver se era sabonete ou doce. como não consegui identificar, fechei o olho e coloquei tudo na boca.
se era sabonete ou doce, eu ainda não sei. mastiguei tudo e engoli. era gostoso e cheiroso. tomara que eu não acorde vomitando.
Sexta-feira, 3 de Julho de 2009
às vezes acordo querendo me afundar no colchão. olho tanto pra dentro que me sinto pelo avesso. fico dando voltas em mim e não sei direito o que fazer.
e o tempo, ah!, o tempo, resolve não passar.
e o tempo, ah!, o tempo, resolve não passar.
Terça-feira, 30 de Junho de 2009
nos conhecemos nas escadas da entrada do maior prédio da cidade: você veio pedir um cigarro e eu acabei oferecendo dois, afinal, você sabe, é sempre bom ter um de reserva e a gente nunca sabe quando vai econtrar alguém disposto a nos dar mais um.
nos encontramos de novo na saída. eu não lembrava o seu nome, mas você, aparentemente, gostou de repetir o meu: chamou-me três vezes até eu resolver olhar pra trás. mais um cigarro juntos e decidimos que você deveria ter meu telefone.
naquela noite você ligou e queria me encontrar. é claro que eu não fui. você disse, então, que pelo menos agora eu também teria o seu número. dormi pensando em você.
e não, eu ainda não lembrava o seu nome.
passamos semanas trocando algumas mensagens e cada sumiço seu me jogava em algum lugar da minha imaginação, me fazendo elaborar infinitas teorias absurdas para explicar o fato de que, talvez, você não estivesse mais interessado em mim.
ontem vi uma foto sua. descobri que você era ruivo. como eu não lembrava disso? pra ser sicera, não sei se lembro de você. criei tantas histórias na minha cabeça que perdi você dentro de mim. entre os 4 filhos que teremos e a nossa casa no campo com os cavalos da sua mãe, não sei se você realmente gosta de suco de maçã ou se eu simplesmente inventei isso. as minhas expectativas estão vindo de algum lugar da minha imaginação, onde eu crio coisas pra me distrair.
metade da minha vida só acontece graças à minha habilidade de imaginar. mas parece que todas as partes de mim finalmente encontraram-se e concordaram em um unico aspecto: todas elas querem que você aconteça.
e eu mal posso esperar.
nos encontramos de novo na saída. eu não lembrava o seu nome, mas você, aparentemente, gostou de repetir o meu: chamou-me três vezes até eu resolver olhar pra trás. mais um cigarro juntos e decidimos que você deveria ter meu telefone.
naquela noite você ligou e queria me encontrar. é claro que eu não fui. você disse, então, que pelo menos agora eu também teria o seu número. dormi pensando em você.
e não, eu ainda não lembrava o seu nome.
passamos semanas trocando algumas mensagens e cada sumiço seu me jogava em algum lugar da minha imaginação, me fazendo elaborar infinitas teorias absurdas para explicar o fato de que, talvez, você não estivesse mais interessado em mim.
ontem vi uma foto sua. descobri que você era ruivo. como eu não lembrava disso? pra ser sicera, não sei se lembro de você. criei tantas histórias na minha cabeça que perdi você dentro de mim. entre os 4 filhos que teremos e a nossa casa no campo com os cavalos da sua mãe, não sei se você realmente gosta de suco de maçã ou se eu simplesmente inventei isso. as minhas expectativas estão vindo de algum lugar da minha imaginação, onde eu crio coisas pra me distrair.
metade da minha vida só acontece graças à minha habilidade de imaginar. mas parece que todas as partes de mim finalmente encontraram-se e concordaram em um unico aspecto: todas elas querem que você aconteça.
e eu mal posso esperar.
Quinta-feira, 25 de Junho de 2009
abriu os olhos e tentou se mover. dificil. os ombros doíam, parecia que tinha dormido na mesma posição durante toda a noite. quando conseguiu se mexer, virou-se e, se não fosse pela preguiça e pela dor, teria expressado o susto que levou: ele estava ali. tentou olhar em volta pra tentar entender alguma coisa, mas não conseguiu. afinal, ele estava ali.
o que o trouxera ate ali?
melhor coisa a fazer seria tomar um banho, pensar um pouco e esperar que ele fosse embora por conta própria. levantou-se quase que levitando: no silêncio que pesava naquele quarto, até o barulho do seu corpo contra os lençóis parecia alto demais. perdeu algum tempo na escolha do que vestir e trancou-se no banheiro.
é. ele também estava ali.
tentou não encarar, não dizer nada, não chegar muito perto. mas era um banheiro, oras, e não havia pra onde fugir. pediu licença - não se sabe até hoje a quem - e colocou um pouco de musica, pra evitar o silêncio ou um futuro confronto. afinal, ele estva ali.
aquela situação já estava ridicula. lavou-se com raiva e pressa, queria encerrar aquilo de uma vez. abriu a cortina, enrolou-se na toalha e foi em direção à pia, queria olhar-se no espelho, secar o cabelo.
não sabe se foi a musica, ele, o vapor d'agua, a dor nos ombros ou apenas medo, mas quando se viu refletida no espelho, vulneravel e visivelmente incomodada com a presença dele, ficou furiosa. esbravejou que ele não tinha direito de estar ali, de atrapalhar sua rotina, de faze-la sentir desconfortavel, de ocupar um espaço que só pertencia a ela.
bateu a porta e com os cabelos pingando e as bochechas quentes, sentou-se à cama e ninguém mais estava ali. nem sequer ela parecia estar ali. voltara ao estado onde nada nem ninguém existia.
sabia ela que aquele cheiro de saudade misturado ao perfume dele estaria pra sempre entranhado na sua memória. mas não nos seus lençóis, não no seu banheiro, não na sua roupa, não na sua vida. na memória, apenas, mas com a finalidade de preencher a única coisa que ela não conseguira esvaziar.
o que o trouxera ate ali?
melhor coisa a fazer seria tomar um banho, pensar um pouco e esperar que ele fosse embora por conta própria. levantou-se quase que levitando: no silêncio que pesava naquele quarto, até o barulho do seu corpo contra os lençóis parecia alto demais. perdeu algum tempo na escolha do que vestir e trancou-se no banheiro.
é. ele também estava ali.
tentou não encarar, não dizer nada, não chegar muito perto. mas era um banheiro, oras, e não havia pra onde fugir. pediu licença - não se sabe até hoje a quem - e colocou um pouco de musica, pra evitar o silêncio ou um futuro confronto. afinal, ele estva ali.
aquela situação já estava ridicula. lavou-se com raiva e pressa, queria encerrar aquilo de uma vez. abriu a cortina, enrolou-se na toalha e foi em direção à pia, queria olhar-se no espelho, secar o cabelo.
não sabe se foi a musica, ele, o vapor d'agua, a dor nos ombros ou apenas medo, mas quando se viu refletida no espelho, vulneravel e visivelmente incomodada com a presença dele, ficou furiosa. esbravejou que ele não tinha direito de estar ali, de atrapalhar sua rotina, de faze-la sentir desconfortavel, de ocupar um espaço que só pertencia a ela.
bateu a porta e com os cabelos pingando e as bochechas quentes, sentou-se à cama e ninguém mais estava ali. nem sequer ela parecia estar ali. voltara ao estado onde nada nem ninguém existia.
sabia ela que aquele cheiro de saudade misturado ao perfume dele estaria pra sempre entranhado na sua memória. mas não nos seus lençóis, não no seu banheiro, não na sua roupa, não na sua vida. na memória, apenas, mas com a finalidade de preencher a única coisa que ela não conseguira esvaziar.
Terça-feira, 23 de Junho de 2009
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